Açúcar

Um importante estudo desenvolvido pela FAO (Food and Agriculture Organization) e pela OMS (Organização Mundial de Saúde) sobre os hidratos de carbono, conclui que quer a sacarose, quer todos os outros açúcares, não podem ser responsabilizados pelo desenvolvimento de doenças como a obesidade, a diabetes, ou as doenças cardiovasculares. Neste contexto, adianta que “Do ponto de vista da nutrição, um determinado alimento não é nem “bom”, nem “mau” por si só. O que importa é a forma como complementa ou se associa com outros alimentos a fim de satisfazer as necessidades energéticas e nutritivas de uma pessoa.”

Também, um Parecer Científico da EFSA (Autoridade de Segurança Alimentar Europeia), de 2010, considera que não é possível definir um limite superior de referência para a ingestão de açúcar, após avaliar os seus efeitos no ganho de peso, nas cáries dentárias, na diabetes tipo 2, nos factores de risco relevantes das doenças cardiovasculares e na densidade nutricional da dieta.

A pré-obesidade e a obesidade estão, assim, directamente relacionadas com um balanço energético positivo, resultante de excesso de ingestão em relação aos gastos (in Programa Nacional de combate à Obesidade).

O ganho de peso ocorre porque o “input” energético (alimentos e bebidas ingeridos) é maior do que o “output” energético (efeito combinado do metabolismo basal e da actividade física). Esta diferença entre o “input” e o “output” energético pode ser influenciada por factores genéticos, hormonais e comportamentais. O facto essencial é que as pessoas que ganham peso o fazem porque estão a ingerir mais calorias do que necessitam.

À semelhança do que ocorre com qualquer outro nutriente calórico (proteínas, gorduras, álcool ou hidratos de carbono), os açúcares são fonte de energia e podem contribuir para aumentar o peso, quando ingeridos em excesso, numa balança energética positiva.

A maior parte dos nutricionistas considera que qualquer alimento ou bebida quando ingerido com moderação e bom senso pode fazer parte de uma dieta saudável. Tal como qualquer alimento ou bebida não será saudável se consumido em excesso.

Por outro lado, as bebidas refrescantes não alcoólicas com açúcares têm cerca de 90 a 95% do seu peso constituído por água. A água das bebidas com açúcares (ou com outros constituintes como vitaminas, adoçantes, cafeína etc.) é praticamente toda absorvida. Ou seja, a mesma quantidade de água é igualmente bem absorvida, quer a bebida contenha outros constituintes ou não. Desta forma, as bebidas com açúcar servem para hidratar o organismo praticamente da mesma forma que bebidas sem açúcar.


Fontes:

  • Programa Nacional de Combate à Obesidade. Despacho do Ministério da Saúde (2005).
  • Scientific Consensus Statement - Managing Sweetness conference - (20.06.2006) – Oldways Preservation Trust / EU Platform for Action on Diet, Physical Activity & Health (Scientific Consensus Committee: France Bellisle, PhD, Research Director, Institut National de la Recherche Agronomique (INRA) (Paris, France); Flora Correia, PhD, Assistant Professor, Pathology and Diet Therapy, Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (Porto, Portugal); Adam Drewnowski, PhD, Professor, Epidemiology and Medicine; Director, Centre for Public Health Nutrition, University of Washington (Seattle, USA); John Foreyt, PhD, Professor, Department of Medicine; Behavioural Research Centre, Baylor College of Medicine (Houston, USA); Michael Gibney, PhD, Professor of Nutrtition, Clinical Medicine, Trinity College Medical School (Dublin, Ireland); K. Dun Gifford, JD, President, Oldways Preservation Trust (Boston, USA); Ulrich Huehmer, European Federation of the Associations of Dietitians (EFAD) (Dresden, Germany); Barbara Livingstone, PhD, Professor of Nutrition, School of Biomedical Sciences, University of Ulster (Coleraine, Northern Ireland); Dominique Parent-Massin, PhD, Professor, University of Bretagne Occidentale (Brest, France ; Patrick Pasquet, PhD, Director of Research, CNRS, French National Centre for Scientific Research (Paris, France); Sandrine Raffin, General Manager of Protéines, Nutritionist and Coordinator, EPODE (Ensemble Prevenons l’Obesite Des Enfants) (Paris, France); Lluis Serra Majem, MD, PhD, Director, Department of Clinical Sciences, University of Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) (Las Palmas and Barcelona, Spain); Wim Wientjens, PhD, Chair, International Diabetes Federation European Region (Leidschendam, The Netherlands)
  • Scientific Opinion on Dietary Reference Values for carbohydrates and dietary fibre da EFSA (EFSA Journal 2010; 8(3):1462)
  • WHO/FAO (1998) Carbohydrates in human nutrition. FAO food and nutrition paper no. 66. FAO, Rome.
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