Adoçantes
Os adoçantes são substâncias que dão doçura aos alimentos. Podem ser calóricos como a sacarose (açúcar vulgar), frutose, glucose, mel, etc. Ou ter um valor energético muito baixo, comparativamente aos calóricos, para o mesmo poder adoçante. Ao usar o termo “adoçantes” vamos referir-nos apenas a estes últimos, que incluem o acessulfame K, o aspartame, a sucralose, a sacarina, etc.

A utilização de adoçantes em substituição do açúcar deve-se normalmente ao objectivo de produzir alimentos ou bebidas de valor energético reduzido, já que o poder edulcorante dos mesmos pode ser entre 150 e 600 vezes superior ao do açúcar e consequentemente a quantidade utilizada será muito inferior. Tendo em consideração o problema da obesidade, este é um objectivo socialmente muito relevante.

A evidência sugere que se os adoçantes forem usados para substituir o açúcar têm o potencial para ajudar a reduzir consistentemente o input energético total. Para que possam ser úteis na gestão do peso, é necessário que o consumo de produtos com adoçantes seja por substituição de produtos com açúcar adicionado, e não como um adicional na dieta. Os consumidores devem estar atentos ao contributo que os adoçantes podem ter para a habituação ao doce, assim como ao risco de aumento do input calórico por autojustificação do consumo de alimentos hipercalóricos.

Os adoçantes são aditivos alimentares pelo que a sua utilização está legislada, sendo absolutamente segura na perspectiva da saúde. Alguns adoçantes são usados há dezenas de anos; o mais atacado recentemente, o aspartame, é usado há mais de 20 anos. Existem mais de 200 estudos favoráveis ao aspartame e o desenho ou a execução dos poucos estudos desfavoráveis foram facilmente questionados pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), retirando-lhes qualquer valor científico.

Por vezes é afirmado que o consumo de adoçantes a partir de várias fontes pode levar a um consumo superior à dose diária aceitável (ADI), mas tal é praticamente impossível, já que obrigaria ao consumo de quantidades impensáveis dos respectivos alimentos.



Fontes:

  • Scientific Consensus Statement - Managing Sweetness conference - (20.06.2006) ▪ Managing Sweetness – Unesda (2006)
  • Website Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (www.efsa.europa.eu)
  • Website Agência Portuguesa para Segurança Alimentar e Económica (www.asae.pt)
  • The intake of intense sweetners – an update review – Andrew G. Renwick – School of Medicine, University of Southamptom (2005)
  • Mattes RD, Popkin BM. Nonnutritive sweetener consumption in humans: effects on appetite and food intake and their putative mechanisms. Am J Clin Nutr 2009; 89: 1–14.




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