Cafeína
Existe uma série de bebidas que contêm cafeína na sua constituição natural, nomeadamente o café e o chá. A cafeína é um dos ingredientes mais vezes estudados em trabalhos científicos e conhecidos das diversas associações governamentais e não-governamentais, sendo adicionada a muitas bebidas, incluindo alguns refrigerantes, bebidas energéticas, e alimentos.

Em 1958 a entidade responsável pela regulamentação dos alimentos e medicamentos dos Estados Unidos da América, FDA - “Food and Drug Administration” (FDA) classificou a cafeína como um composto GRAS, isto é, substância reconhecida geralmente como segura.

A FDA, em 1987, não encontrou qualquer evidência que demonstrasse que o normal consumo de cafeína produzisse risco para a saúde, tendo a “American Medical Association”, a “American Cancer Society, a “National Academy of Sciences” e a “National Institutes of Health” efectuado declarações semelhantes às da FDA concordando que o consumo moderado de cafeína é seguro . Um consumo moderado de cafeína por dia é de, aproximadamente, 300 mg, mas depende do tipo de bebidas e do seu consumo.

Para além do conhecido efeito estimulante no Sistema Nervoso Central, a cafeína reduz a produção de hormona anti-diurética, levando a um aumento de produção de urina. Existem muitos mitos à volta das bebidas com cafeína baseados no seu efeito diurético e consequente desidratação.

Pesquisas em atletas de alta competição demonstram que esse efeito não só é insignificante durante os exercícios mas que os efeitos negativos causados pelo corte dessas bebidas da dieta podem ser prejudiciais.

Estudos realizados com consumos de quantidades elevadas, entre 3-6 mg/kg de peso corporal, concluem que o consumo de bebidas cafeinadas não altera os níveis de hidratação nem os níveis de electrólitos excretados na urina, mesmo em consumidores não atletas (5, 6, 7, 8). Estudos recentes indicam também que, se do consumo total diário de fluidos, 75% forem provenientes de bebidas cafeinadas, não há efeitos adversos na hidratação (9). O consumo de grandes quantidades de cafeína (mais de 300 mg/dia), que não é recomendado para a generalidade das pessoas, pode levar ao aumento de produção de urina, mas isto acontece em maior grau em indivíduos não habituados ao consumo. Quem consome cafeína regularmente desenvolve alguma tolerância a estes efeitos.



Fontes:
  • Armstrong LE (2002) Caffeine, body fluid-electrolyte balance, and exercise performance. Int J Sports Nutr Exerc Metab 12,189-206
  • Armstrong LE et al, Fluid, electrolyte, and renal indices of hydration during 11 days of controlled caffeine consumption. Int J Sport Nutr Exerc Metab. 2005 Jun;15(3):252-65.
  • Falk B et al, Effects of caffeine ingestion on body fluid balance and thermoregulation during exercise. Can J Physiol Pharmacol. 1990 Jul;68(7):889-92
  • Grandjean, A. et al, The effect of caffeinated, Non-Caffeinated, Caloric and Non-Caloric Beverages on Hydration; J A Coll Nutr, vol 19, No. 5, 591-600 (2000)
  • Grandjean, A. et al, The effect on Hydration of two diets, one with and one without plain water; J A Coll Nutr, vol 22, No. 2, 165-173 (2003)
  • International Food Information Council Foundation (IFIC); Caffeine & Health: Clarifying the controversies.
  • Maughan RJ, J Griffin (2003) Caffeine ingestion and fluid balance: a review. Journal of Human Nutrition and Dietetics 16, 1-10
  • Roti MW et al, Thermoregulatory responses to exercise in the heat: chronic caffeine intake has no effect, Aviat Space Environ Med. 2006 Feb;77(2):124-9




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