Introdução

O excesso de peso corporal é actualmente uma das maiores preocupações de saúde pública, sobretudo devido ao aumento dos riscos que apresenta no que se refere às doenças cardiovasculares, à diabetes e a outras doenças crónicas.

A maioria das pessoas ganha peso quando, ao longo de um período de tempo, as calorias consumidas excedem consistentemente as calorias gastas nos processos metabólicos básicos do corpo humano e através da actividade física. Este desequilíbrio resulta de muitos factores – o Programa Nacional de Combate à Obesidade refere que a obesidade depende de factores genéticos, hormonais e comportamentais.

As causas muito variadas que estão nas raízes da obesidade estão interligadas por uma rede extremamente complexa de interacções, que determinam os níveis de ingestão e de gasto calórico e o consequente desequilíbrio da balança energética.

Por exemplo, os factores comportamentais da obesidade, em particular a dieta e a actividade física, têm na sua origem uma multiplicidade de causas que interagem entre si, como o tempo disponível para preparar refeições em casa, conhecimentos culinários e nutricionais, ambiente sociocultural mais ou menos sedentário, acesso a infra-estruturas que facilitem a prática de exercício físico, condições de segurança para deslocações a pé, etc.

As pessoas consomem uma grande diversidade de alimentos e bebidas, que contribuem para a ingestão de calorias, não sendo razoável isolar um único alimento ou bebida como responsável pela obesidade. Todas as calorias contam, seja qual for o alimento ou bebida de onde venham, incluindo as calorias das bebidas.

Consumir demasiadas calorias, independentemente da sua origem, a partir da combinação de todos os alimentos e bebidas da dieta total, pode conduzir ao excesso de peso e à obesidade.

As bebidas açucaradas têm sido apontadas como uma das muitas causas da epidemia da obesidade, apesar da diversidade de alimentos e bebidas que contribuem para a ingestão calórica total.

A categoria é um alvo de estudo apetecível, uma vez que algumas das marcas comerciais mais populares, ao nível mundial, são marcas de refrigerantes. É também natural a enorme atenção dada pelos media aos refrigerantes, com a consequente divulgação de alguns dos resultados dos muitos estudos que têm sido realizados.

A complexidade do tema, ao nível das interacções entre os factores da obesidade e das dificuldades no seu estudo (ver Metodologias de Estudo), tem conduzido a muitos estudos cujos resultados são difíceis de interpretar e permitem várias leituras. As conclusões dos estudos, que por vezes não são mais do que hipóteses, são normalmente referidas pelos media fora do enquadramento dos resultados contraditórios a que outros estudos chegaram. E são bem conhecidos os viés de publicação em revistas científicas, naturalmente agravados pelos media, de menor tendência para publicar os estudos em que as conclusões são de não observação de um efeito.

A evidência actualmente disponível não demonstra de forma conclusiva que o consumo de bebidas açucaradas tenha contribuído de forma distintiva para a epidemia da obesidade, nem que uma redução do consumo de bebidas açucaradas reduzirá os Índices de Massa Corporal.

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