Validação de aditivos

Dentro de uma grande variedade de ingredientes que pode ser usada nas bebidas refrescantes não alcoólicas incluem-se os aditivos.

Os aditivos alimentares são substâncias que se adicionam intencionalmente aos alimentos com o propósito de desempenharem determinadas funções tecnológicas, tais como proteger de oxidações, dificultar o desenvolvimento de microrganismos, enriquecer em nutrientes, manter, modificar ou melhorar a aparência e o sabor, etc.

Todos os aditivos utilizados foram previamente testados exaustivamente para garantir a sua segurança alimentar.

Os aditivos alimentares não representam qualquer perigo para a saúde do consumidor e são autorizados a nível comunitário para todos os Estados-Membros. A quantidade de aditivo que pode ser consumida diariamente por animais sem qualquer efeito tóxico é chamada de "No Observable Effect Level", ou NOEL. Este valor é, geralmente, dividido por 100 obtendo-se a dose diária aceitável ("acceptable daily intake", ADI).

O ADI permite uma larga margem de segurança e refere-se à quantidade de um aditivo que pode ser tomado diariamente na dieta durante uma vida sem prejuízo para a saúde. A quantidade total do ADI é dividida pelos vários produtos nos quais a utilização do aditivo é autorizada.

A utilização de aditivos nos alimentos é regulada por legislação nacional e europeia sendo obrigatório que, qualquer aditivo a usar no processamento de alimentos, seja autorizado através da sua inclusão nas listas positivas de aditivos alimentares. Essas listas, que compreendem todos os aditivos alimentares autorizados, são específicas para cada grupo de alimentos e indicam os limites máximos permitidos para cada aditivo.

A autorização dos aditivos é concedida mediante a demonstração da sua inocuidade para a saúde do consumidor, através da realização de estudos toxicológicos rigorosos e da demonstração da sua necessidade tecnológica. A análise de toda esta informação é efectuada, na Europa, pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), Comité Científico de Alimentação Humana (CCAH) e, a nível mundial, pelo Comité Misto da FAO/OMS de Peritos em Aditivos Alimentares (JECFA). São levados em conta todos os estudos credíveis disponíveis, publicados em revistas científicas conceituadas, desenvolvidos por agências oficiais, etc.

Muitos dos aditivos são substâncias naturais. Por exemplo, as maçãs contêm naturalmente as seguintes substâncias (que são consideradas aditivos quando adicionadas a alimentos ou bebidas): E260 (ácido acético), E334 (ácido tartárico), E396 (ácido málico), E160a (caroteno), E375 (niacina), E163 (antocianina), E330 (ácido cítrico), E363 (ácido succinico), E300 (vitamina C) e E101 (riboflavina).

As pessoas sensíveis a certos aditivos, normalmente devido a reacções alérgicas, devem verificar os rótulos cuidadosamente para saber quais os aditivos presentes nos alimentos. Note-se, no entanto, que as alergias estão com muito maior frequência relacionadas com produtos naturais, como o leite, os ovos, os frutos secos ou o trigo, do que com os aditivos.


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